Toca Alo, Alo Marciano. É Elis Regina quem canta, que voz, que espírito. Não foi por ela, nem creio que essa canção seria capaz de me levar a escrever nada, mas é certo que pensar Nela, não sei exatamente porque, me fez, “pues eso”. São os potenciais talentos que temos todos dentro, e não falo somente dos socialmente aceitos, falo principalmente dos que não, pelos que escrevo.
Sim, não é por acaso que são poucos os grandes gênios socialmente reconhecidos. Poucos, muitos, já sei, são medidas imprecisas, mas eu sou imprecisa, assim que entendam como melhor lhes pareça. Os “grandes gênios” dedicaram sua vida a uma coisa, causa específica, normalmente importante e de repercussão social, exatamente por isso, socialmente aceita. Todos os demais que em algum momento, ou em muitos, tenham pensado na vida, também desenvolveram certamente suas muitas teorias. Mas não, não se dedicaram exclusivamente a algo muito tempo de sua existência.
Chamem ingenuidade, chamem do que queiram, mas ando completamente otimista respeito às infinitas possibilidades e á complexidade do ser humano, acho inclusive, que ela é linda e enriquecedora. Acredito nas pessoas. Não justifico suas tantas faltas. As aceito, simplesmente. Me afasto daquelas pessoas que oprimem meu considerado espírito livre e sigo adiante. Mas voltemos aos talentos não desenvolvidos.
Como é tão fácil, prático e de mais eficiência nessa selva em que sobrevivemos, relativizar as coisas, simplesmente lhes digo que somos muitos ou quase todos capazes de pensar, por exemplo, em um modelo para reduzir ou acabar com tanto sofrimento no mundo, mas claro, isso seria desordenar uma suposta ordem, custa trabalho e tempo, coisa que não temos, infelizmente, hoje em dia. Antes, não sei. Costumam dizer que sim. Eu não acredito. Tudo é tempo. Tudo acaba. “Se me va el tiempo” e não desenvolvo uma vez mais minha genialidade, nossa, latente.
miércoles, 25 de junio de 2008
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